Pelo Interfone

Entrou no bar pianinho, quieta e tranquila. Eles se viram, se olharam, saíram. De mãos dadas pelo parque, ela contou sobre seus sonhos e que ele havia invadido sua vida. Minha valsinha sem graça agora era uma marchinha de carnaval. Seu coração pulava e fazia festa quando ele se aproximava.

Sentados juntos conversavam sobre o novo disco do Tom Jobim, de seu melhor amigo perdido, e que a chamavam de pequena, porque não tinham criatividade para dar apelido. Segura nos braços confiantes dele, ela chorou, finalmente, depois de tanto tempo. Ele pediu pra ela, pra não amar mais ninguém além dele, pois sem ela doeria muito viver.  É sofrimento viver sem você, não me deixa não.

De mãos dadas, juntos eles voaram até as estrelas, um balão de ar quente colorido. Vendo as estrelas caírem de cima, a alegria era tanta. A vida é boa. Chorou então, mas desse vez de felicidade, de explosão. A noite terminou enfim, com eles dois voltando para a terra, para a realidade, e num beijo, os sonhos de desfizeram em realidade.

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